sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sky ship

Ele não aguentava mais. Seu corpo não obedecia mais aos comandos cerebrais. Calmamente, ele seguiu até sua presa sua maneira de caminhar era tão suave que parecia flutuar sobre o chão de madeira. 
Os pensamentos enchiam-lhe a cabeça e tomavam conta da visão, de modo que ele só agia por impulso,  já não era um ser racional. Os pensamentos nada mais eram que lembranças; lembranças sobre a primeira vez que o conheceu. 
Era um moleque recém chegado a tripulação dos "fly ship". Mal sabia como manejar a vela ou conduzir o barco. Na maior parte de seu aprendizado só soube mesmo esfregar o chão. Entretanto, sua determinação conquistou-o de maneira arrebatadora. Por mais difícil que aquela experiência estava sendo, o jovem rapaz  não demonstrava fraqueza e se esforçava ao máximo para cumprir suas tarefas e se tornar um bom "arujo". 
Não foi pelo belo corpo ou belo belo rosto que o príncipe e capitão do navio havia se apaixonado. Foram os olhos e a semblante forte que acentuavam mais sua personalidade, essas características arrebataram de maneira excêntrica os sentimentos mais puros e impuros da maior personalidade do arvio. 
Ele não dormia direito, sentia enjoos constantes com as turbulências enfrentadas pelo arvio, não por ser fraco, mas porque sua alimentação estava terrível. Aquele moleque que a primeira mão se mostrou teimoso e insolente não saía de seus pensamentos. Ele o queria, ele o desejava mais do que desejava a ouro. Tê-lo nu por sobre sua cama e saborear cada parte de seu corpo era um desejo ardente que chegava a machucar o seu próprio sexo. Ele precisava tê-lo pelo menos uma vez, se não aquilo não se cessaria de maneira alguma. Não havia riquezas no mundo que poderiam proporcionar sensação semelhante aquela.
Ele sabia pois possuía muitas riquezas, possuíra muitas mulheres, possuía muito luxo, contudo... Nada era semelhante aquilo. O capitão que sempre teve tudo com uma facilidade extrema, não conseguia se aproximar de um reles "servo tripulante" que passara maior tempo aprendendo os truques da marinha aérea do que fazendo algo que realmente prestasse.  O pior era o desprezo que o menino sentia por ele. Ele sabia que o menino o odiava com todas as forças... Era simples de perceber, bastava prestar atenção na maneira de como o garoto o olhava.... Tanto ódio para alguém que não tinha mais que 17 anos. Não menos que 15. Mas não mais que 17. 
Aquele desejo senil se tornava sádico. Também queria que o menino o amasse, ao mesmo tempo que queria que ele o odiasse com todas as forças. Era aquele jogo de sentimentos que deixava o capitão cada vez mais afoito e doente. Não sabia como se aproximaria daquela presa, jamais havia feito algo parecido. Todas que se deitaram com ele cederam apenas ao seu charme. E era mulheres. Não sabia como convencer alguém a se deitar com ele. Muito menos sabia como fazer isso quando se tratava de um homem.
Entretanto, o dia fatídico acabou acontecendo de maneira inusitada. Foi o cansaço mental que o obrigou a criar aquela situação.
Dias antes aportaram em uma ilhazinha. Todos os tripulantes saíram para visitar o local e matar a saudades do colo feminino. Mas o capitão tinha um plano pro rapaz moreno de cabeça semi-raspada. Tinha um plano para aquele rebelde teimoso que por várias vezes descumprira suas ordens e o desrespeitava. Aquele sujeitinho que mal havia saído das fraldas não se intimidava com a presença de um príncipe capitão, que ao auge de seus 27 anos já havia conquistado mais países e riquezas do que tantos outros reis mais velhos.   
E o garoto passava a ignorar todo o fato e voltava a se rebelar. 
"Essa noite será diferente" Pensava o capitão enquanto sustentava um meio sorriso. "Essa noite esse garoto sucumbira a minha fúria!" Gargalhando quando completa.
(...) Ele não aguentava mais. Seu corpo não obedecia mais aos comandos cerebrais. Calmamente, ele seguiu até sua presa sua maneira de caminhar era tão suave que parecia flutuar sobre o chão de madeira. Preparou o bote, unhas e dentes afiados e prontos para atacar a qualquer momento. Pulou por sobre o garoto, que mal pode agir diante de tudo aquilo. O menino tentou gritar, mas não havia ninguém... Todos haviam saídos. O capitão gargalhava diante daquela situação, finalmente o imbecil entendera quem era o superior ali. Por fim, o capitão aproximou seus lábios aos dele e abafou o resto de seus gritos com um beijo acalorado. Ainda pressionando o menino sobre o chão, passava e puxava os cabelos pretos e rebeldes. Mordia com raiva os lábios do rapaz, que entre lágrimas não conseguia parar de beija-lo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Nada mais importa...

Quando você simplesmente deixa se ser você e passa a ser outra pessoa. Não é propositalmente. É como se você absorvesse as atitudes e ações dessa pessoa. É você sentir seu ego se aumentar quando você passa a ser como o outro. É natural e desnatural.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PARTE O1 - Go, dream, go!


- Oi! Eu sou a Yuu-chan. - Disse a estranha em frente a sala repleta de garotos que,espantados, a olhavam . (...)

Sakuranbo Elementary School era uma escola projetada especialmente e somente para garotos. Toda sua estrutura era voltada para o público masculino. Não havia alunos e nem mesmo funcionários do sexo oposto.  Era composta por dois prédios que separavam duas turmas distintas. Havia nela toda uma estrutura de clube e era repleta de atividades extra-curriculares que serviam para manter os internos entretidos. 
A escola atendia garotos de 9 à 17 anos. A maioria estudava lá desde pequeno e tinha tido tão pouco contato com mulheres que chegava a chama-las de: caixinhas de segredos. 
Como o colégio era interno, eles passavam todo o seu período letivo na escola e, salvo raras exceções, passavam ali também suas férias. Mal viam suas mães ou qualquer outra mulher da família. Em geral, essa falta de contato com o outro ser proporcionou a muitos a escolha do homossexualismo como única fonte de contato extra casual. 
Alguns ainda se mantinham firmes a essa escolha e juravam de pés juntos que jamais iriam se juntar a um bando de viados. Entretanto, se rendiam aos encantos de um daqueles meninos afeminados ao extremo que, se não fosse por um pequeno empecilho, passariam facilmente como mulheres. Esses que procuravam somente o sexo, não assumiam que era no colo desses "afeminados" faziam sua fuga.
Outros, tão diferentes desses, procuravam o amor... E como única opção, o achavam em outros companheiros. No ensino médio, não havia os chamados "totalmente homens".

Amawano Yukkina era um choque para todos os presentes ali na sala. Inclusive para o professor. Como se não bastasse ela ser uma mulher diante daquele lugar que fervia em testosterona, ela também era linda. Sua aparência se destacava sobre as de muitas mulheres que apareciam em algumas revistas para adultos (essas adquiridas ilegalmente por alguns internos ). Olhos verdes escarlate, cabelos vermelhos como fogo, pele branca como a de uma boneca de porcelana e o corpo delicado davam-na a aparência de uma Deusa. Na verdade, assim que ela entrou pela porta da sala de aula imediatamente se tornou uma deusa. 
Assim que chegou para se apresentar aos novos colegas, tinha no rosto um sorriso que dava a ela uma aparência ainda mais bonita. Parecia se sentir muito confortável diante dos novos companheiros de internato. 
Um barulho tomou conta da sala assim que ela terminou sua breve apresentação. Aquela menina ali poderia ser a salvação. "Seria ela a chave de entrada para muitas outras?" Esse pensamento só agitava ainda mais os meninos.

Enquanto o professor tentava acalmar a sala, Yuu-chan parecia se divertir com o tumulto que havia provocado. Por dentro ela se deliciava. Adorava se sentir como uma celebridade, se sentir amada... No fundo sabia que ali seria uma verdadeira Deusa.
Enquanto se perdia nos próprios pensamentos, notou no canto da sala um rapaz que parecia alheio a tudo aquilo.
" Hmpf. Retardado... Parece ignorar a minha presença." Pensou enquanto sorria para o professor que, com os olhos, pedia desculpas por toda aquela balburdia. 
Antes mesmo da aula terminar, ela já havia virado uma celebridade por todo o prédio do ensino médio. No termino da primeira aula, foi atacada por um bando de garotos que dela tentavam tirar fotos e segurar suas mãos. Alguns mais ousados ainda tentavam puxar seus cabelos e levantar a saia que ela usava como uniforme. Ela apenas respondia com mais sorrisos. Sua aparência delicada se completava a sua personalidade adorável. Ela era, e sabia que era, o maior tesouro daquela instituição.