Aparentemente era um navio normal da Marinha Avluanesa. Por fora, um silêncio reinava e, quem visse, imaginaria que todos os marinheiros e, principalmente o capitão, dormiam tranquilamente após um longo dia duro de trabalho contra os "piratas malvados".
A Marinha Avluanesa era conhecida por todo o continente de Eólia por ser a mais pacífica, justa e leal de todas as marinhas. O capitão era sempre honrado e recebia várias medalhas pela maneira que regia teus subordinados. Era uma honra para a cidade de Avlue, que se sentia sempre muito bem protegida por esses homens tão bons e honestos, que lutavam sempre contra os piratas que queriam espalhar o seu mal por sobre aqueles pobres habitantes indefesos. A questão, na verdade, talvez não seja esses homens serem tão bons, mas o que os tornavam "quase divinos". A resposta para isso vinha direto da cabine do capitão, pelo menos 2 vezes por semana e nem sempre com a mesma menina.
Se por fora do navio reinava o silêncio absoluto, dentro da cabine do capitão era totalmente diferente. Por cima da mesa, que pela tarde e manhã continha papéis, alguns prêmios e, principalmente, medalhas (praticamente esfregadas na cara de qualquer um que entrasse naquela sala), havia uma menina presa pelos punhos e pelos calcanhares. Não era sempre a mesma menina, claro. Elas geralmente morriam, uma vez que o estupro não era a única coisa que eles faziam para aliviar o "seu lado humano"; o capitão sempre dizia ▬ um bom marujo faz na nau o que não se pode fazer fora dela ▬ e repetia diversas vezes essa fala enquanto espancava alguma menina indefesa até que essa ficasse semi-inconsciente. Essa talvez fosse a maneira que ele usasse pra persuadir os que ainda tentavam manter alguma ética. Não era preciso muito, todos da tripulação eram doentes e, mais importante que isso, seguiam o seu capitão como um Deus: tudo o que ele fizesse era considerado necessário e importante para o desenvolvimento de Avlue.
As meninas eram crianças órfãs, tornando a sua captura muito fácil e a sua procura inexistente, já que ninguém procurava ou se importavam por crianças assim; a cidade chegava a considerar a diminuição de meninas nas ruas até beneficiadora e, mesmo sem saber como acontecia, achava que a marinha estava de alguma maneira envolvida, mas não importava como acontecia: o importante eram as ruas limpas, quanto menos crianças órfãs e pobres, menos adultos mendigos. Beiravam a idade de 6-9 anos, pois dessa forma as "características" de mulher-adulta eram totalmente aniquiladas, sem contar outras "regalias" que essas crianças apresentavam. Com a pouca idade sua morte era praticamente inevitável, o que também ajudava a "aniquilar" qualquer prova: não duravam mais que uma semana e eram sempre jogadas no mar. As que sobreviviam, algo extremamente raro, eram jogadas de volta pra "vida terrana" quando consideradas um brinquedo quebrado, mas não resistiam (seus órgãos internos estavam muito prejudicados e elas sangravam até a morte) e, quando encontradas, alguém sempre se compadecia e rezava pela sua alma, regalia que as jogadas ao mar não tinham.
As barbáries cometidas dentro daquele "centro de proteção" eram inúmeras, aproveitar-se sexualmente não era o suficiente para suprir a maldade dentro do coração daqueles homens, mas o pior de todos era, sem sombras de dúvida, o capitão.
Ele, desde o começo da sua carreira de sucesso, quem arquitetara todo esse plano, arrumara o local para torturas e convencera os primeiros a agir juntamente à ele. Queimar partes do corpo das meninas era, sem dúvida, sua diversão predileta. Dizia que queimando-as purificava aquele corpo que foi concebido por um pecado de dois sujeitinhos sujos. Não tentava convencer os outros dessa forma, mas sim parte da sua consciência que gritava e suplicava para aquilo parar, a parte humana.
Ele, desde o começo da sua carreira de sucesso, quem arquitetara todo esse plano, arrumara o local para torturas e convencera os primeiros a agir juntamente à ele. Queimar partes do corpo das meninas era, sem dúvida, sua diversão predileta. Dizia que queimando-as purificava aquele corpo que foi concebido por um pecado de dois sujeitinhos sujos. Não tentava convencer os outros dessa forma, mas sim parte da sua consciência que gritava e suplicava para aquilo parar, a parte humana.
Entre uma de suas investidas na cidade à caça de mais uma vítima, ele encontrou uma menina diferente. O povo de Avlue é, em sua grande parte, ruivo e de pele muito branca, os olhos são sempre arredondados e, quando não são verdes, possuem cor de mel. Mas essa menina, essa "feiticeirazinha" (como ele costumava chama-lá enquanto a queimava), era diferente. Os olhos eram puxados e muito pretos, a cor da pele se destacava por ser mais morena, os cabelos eram muito pretos e chegavam a sua cintura. Ele se encantou com ela a primeira vista e dessa maneira a menina virou o seu brinquedinho único e especial.
Na sua primeira noite, na noite de "estréia" na cabine, ao invés do comum (que era deixar com que todos se divertissem com ela da maneira que bem entendessem) ele optou por se trancar com ela e divertir-se sozinho. Ele fez o que quis, abusou, espancou, queimou, puxou e ficou mais uma vez fascinado por aquela criaturinha: em todo o processo ela não gritou, não chorou e nem tentou se soltar como as outras. Ela se manteve quieta o processo inteiro e aquilo o estimulou ainda mais, o excitou de uma maneira que nunca havia acontecido e, dessa forma, ela virou seu brinquedinho pessoal. Em seu íntimo deseja que ela nunca "quebrasse" e se, caso ela viesse a "quebrar", a manteria do mesmo jeito, só para poder passar a mão por seus cabelos negros e lembrar-se de maneira mais verdadeira suas noites de prazer.
