Ele não aguentava mais. Seu corpo não obedecia mais aos comandos cerebrais. Calmamente, ele seguiu até sua presa sua maneira de caminhar era tão suave que parecia flutuar sobre o chão de madeira.
Os pensamentos enchiam-lhe a cabeça e tomavam conta da visão, de modo que ele só agia por impulso, já não era um ser racional. Os pensamentos nada mais eram que lembranças; lembranças sobre a primeira vez que o conheceu.
Era um moleque recém chegado a tripulação dos "fly ship". Mal sabia como manejar a vela ou conduzir o barco. Na maior parte de seu aprendizado só soube mesmo esfregar o chão. Entretanto, sua determinação conquistou-o de maneira arrebatadora. Por mais difícil que aquela experiência estava sendo, o jovem rapaz não demonstrava fraqueza e se esforçava ao máximo para cumprir suas tarefas e se tornar um bom "arujo".
Não foi pelo belo corpo ou belo belo rosto que o príncipe e capitão do navio havia se apaixonado. Foram os olhos e a semblante forte que acentuavam mais sua personalidade, essas características arrebataram de maneira excêntrica os sentimentos mais puros e impuros da maior personalidade do arvio.
Ele não dormia direito, sentia enjoos constantes com as turbulências enfrentadas pelo arvio, não por ser fraco, mas porque sua alimentação estava terrível. Aquele moleque que a primeira mão se mostrou teimoso e insolente não saía de seus pensamentos. Ele o queria, ele o desejava mais do que desejava a ouro. Tê-lo nu por sobre sua cama e saborear cada parte de seu corpo era um desejo ardente que chegava a machucar o seu próprio sexo. Ele precisava tê-lo pelo menos uma vez, se não aquilo não se cessaria de maneira alguma. Não havia riquezas no mundo que poderiam proporcionar sensação semelhante aquela.
Ele sabia pois possuía muitas riquezas, possuíra muitas mulheres, possuía muito luxo, contudo... Nada era semelhante aquilo. O capitão que sempre teve tudo com uma facilidade extrema, não conseguia se aproximar de um reles "servo tripulante" que passara maior tempo aprendendo os truques da marinha aérea do que fazendo algo que realmente prestasse. O pior era o desprezo que o menino sentia por ele. Ele sabia que o menino o odiava com todas as forças... Era simples de perceber, bastava prestar atenção na maneira de como o garoto o olhava.... Tanto ódio para alguém que não tinha mais que 17 anos. Não menos que 15. Mas não mais que 17.
Aquele desejo senil se tornava sádico. Também queria que o menino o amasse, ao mesmo tempo que queria que ele o odiasse com todas as forças. Era aquele jogo de sentimentos que deixava o capitão cada vez mais afoito e doente. Não sabia como se aproximaria daquela presa, jamais havia feito algo parecido. Todas que se deitaram com ele cederam apenas ao seu charme. E era mulheres. Não sabia como convencer alguém a se deitar com ele. Muito menos sabia como fazer isso quando se tratava de um homem.
Entretanto, o dia fatídico acabou acontecendo de maneira inusitada. Foi o cansaço mental que o obrigou a criar aquela situação.
Dias antes aportaram em uma ilhazinha. Todos os tripulantes saíram para visitar o local e matar a saudades do colo feminino. Mas o capitão tinha um plano pro rapaz moreno de cabeça semi-raspada. Tinha um plano para aquele rebelde teimoso que por várias vezes descumprira suas ordens e o desrespeitava. Aquele sujeitinho que mal havia saído das fraldas não se intimidava com a presença de um príncipe capitão, que ao auge de seus 27 anos já havia conquistado mais países e riquezas do que tantos outros reis mais velhos.
E o garoto passava a ignorar todo o fato e voltava a se rebelar.
"Essa noite será diferente" Pensava o capitão enquanto sustentava um meio sorriso. "Essa noite esse garoto sucumbira a minha fúria!" Gargalhando quando completa.
(...) Ele não aguentava mais. Seu corpo não obedecia mais aos comandos cerebrais. Calmamente, ele seguiu até sua presa sua maneira de caminhar era tão suave que parecia flutuar sobre o chão de madeira. Preparou o bote, unhas e dentes afiados e prontos para atacar a qualquer momento. Pulou por sobre o garoto, que mal pode agir diante de tudo aquilo. O menino tentou gritar, mas não havia ninguém... Todos haviam saídos. O capitão gargalhava diante daquela situação, finalmente o imbecil entendera quem era o superior ali. Por fim, o capitão aproximou seus lábios aos dele e abafou o resto de seus gritos com um beijo acalorado. Ainda pressionando o menino sobre o chão, passava e puxava os cabelos pretos e rebeldes. Mordia com raiva os lábios do rapaz, que entre lágrimas não conseguia parar de beija-lo.
